28 de fev de 2008

Mascaro, um "senhor promissor"

Thais Bilenky - especial para Terra Magazine

O fotógrafo Cristiano Mascaro abre nesta quinta-feira, 28, sua exposição individual no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A mostra "Todos os Olhares" apresenta um panorama com 50 imagens do artista, feitas desde os anos 80 até hoje - mais precisamente, até um mês atrás, quando concluiu uma série de fotos em São Paulo, especial para a exposição.
Mascaro, aos 63 anos, evitou a todo custo que a mostra fosse alguma espécie de retrospectiva:
- Eu não sou um jovem, mas um senhor promissor. Quero continuar fotografando.
Mesmo com a contínua predisposição, o fotógrafo já tem seu trabalho reconhecido dentro e fora do Brasil. No ano passado, ganhou o maior prêmio do Projeto Porto Seguro com "Cidades reveladas", individual que foi ao Rio de Janeiro, Belém do Pará e Lisboa. Também em 2007, participou das coletivas "Mirame: uma ventana a la fotografia brasileña", em Cuba, e "Olhares cruzados: Cristiano Mascaro vê Berlim, Sibylle Bergemann vê São Paulo", na Alemanha.
Mascaro é graduado em Arquitetura pela USP e sua obra mantém vínculos estreitos com sua formação:
- Quando me pedem um trabalho de publicidade, eu ofereço aquilo que eu sei fazer, que eles conhecem, que é foto de cidade.
Interessado nas pessoas, em como vivem, Mascaro sai pelas ruas à espera de "espanto, tremores, um certo sobrenatural". Então, não se intimida, entra nas casas, faz retratos "de pessoas anônimas, de pessoas que surgem na sua frente e são maravilhosas porque estão naturalmente onde elas vivem".

Leia a seguir a entrevista do fotógrafo a Terra Magazine:
Terra Magazine - Sua fotografia em geral aborda a arquitetura das cidades e já faz tempo que você segue esta linha. Em que esta nova exposição inova seu trabalho?
Cristiano Mascaro - Tenho um trabalho voltado nao à arquitetura pura, mas à cidade como cenário. Faço muitos retratos de pessoas, no interior de suas casas. Não são pousadas, é um interesse antropológico, de usos e costumes.
Não gosto muito dessa matemática, mas a mostra tem 80% de cenas urbanas, 10% de interiores de casas e 10% de retratos.
Fotografo muito arquitetura como encomenda de trabalho. Porque todo fotógrafo, com raríssimas exceções, tem uma vida dupla. Uma vida profissional, com a qual ganha dinheiro... -Não muito! Ele toca a vida...!- E o trabalho pessoal, autoral. Eu não sou um fotógrafo versátil. Um fotógrafo profissional, de publicidade tem de saber fazer de tudo um pouco, satisfazer exigências do diretor de arte. Isso eu nunca aprendi fazer, nunca tive competência. Quando me pedem um trabalho de publicidade, eu ofereço aquilo que eu sei fazer, que eles conhecem, que é foto de cidade...

E os retratos?
São retratos de pessoas anônimas, de pessoas que surgem na sua frente e são maravilhosas por alguma razão, especialmente porque elas estão naturalmente onde elas estão, onde elas vivem. Eu não saberia pegar uma pessoa, levar para o estúdio, cercá-la de flashes, essa coisa toda, maquiagem, hairstylist não é comigo, não sei dominar. Trabalho solitário, sozinho, não tenho assistente. Meu negócio é realmente pegar minhas câmeras e sair me arrastando por aí.

E a exposição, então, inova seu trabalho ou dá continuidade?
Dá continuidade. Não queria de forma alguma que a exposição, muito grande -50 fotos- no Instituto Tomie Ohtake , que é de muito prestígio, eu não queria que isso pudesse parecer uma retrospectiva. O que seria de certa forma um ponto final, o fechamento da carreira. Eu não sou um jovem mais, mas sou um senhor promissor, não sou mais um jovem promissor. Quero continuar fotografando. Não gostaria que (a exposição) fosse só um retrospecto. Então fizemos um panorama. Pegamos da década de 80 para cá. E tem uma série de fotos que fiz agora, há um mês.

Como é essa série?
É uma retomada de algo que eu fazia, que é andar pelas ruas de São Paulo. Durante um tempo, eu andei muito pelo Brasil a fora, fazendo livros ligados a patrimônios históricos. Então saí por aí sem rumo, coisa que gosto de fazer porque São Paulo é tão surpreendente que você não precisa falar "Ah! Vou naquele lugar que é sensacional!". Eu simplesmente pego minhas câmeras e ponho os pés na rua. Vou caminhando e você sempre acaba descobrindo algo que brilha nesse cotidiano.

Por exemplo?
Uma foto que gosto muito é a do posto de gasolina (São Paulo, 1999), bem de madrugada. Eu nem sabia daquele posto. Eu ia para Guarapiranga. Na hora que virei a marginal do Rio Pinheiros, dei de cara com esse posto, uma coisa imprevisível. A característica primeira da fotografia, que curto muito, é a predisposição para a surpresa, para o imponderável. E sempre é assim. Lógico que muitas vezes eu planejo e consigo chegar lá, e fotografar aquilo. Mas às vezes aquilo não está exatamente não está como eu imaginava...

Tem algum bairro ou lugar que você prefira fotografar?
Não, eu aprendi que não adianta dizer "vou para tal lugar". Boa parte das fotos que fiz a vida inteira, nessa vida de ir flanando pela cidade, as fotos que depois são aproveitáveis são aquelas que eu não previa. Sempre no meio do caminho, você desvia a rota, algum canto de sereia, uma esquina qualquer que te atrai.
Faz parte dessa aventura que é sair pela rua encontrar espanto, tremores, um certo sobrenatural, que o Nelson Rodrigues fala tanto. É isso que te move. Não sei se foi ele, Nelson Rodrigues, ou o (Carlos Heitor) Cony que falava que antigamente um bom romance era o resultado de uma mulher, um marido e um amante. E agora, mudou de figura. É a mulher, o marido e o psiquiatra. Então dá um pouco a medida da falta de emoção.

A foto exibida acima é em Recife, de 2006. O que está por trás dela?
Essa foto é no rio Capibaripe. Essa foi uma que eu persegui. Eu já tinha estado várias vezes em Recife, mas para fotografar patrimônios históricos. E eu vi esse casaril, que já havia visto em váriasfotos, e você corre risco de cair num clichê, um cartão postal. Mas esse lugar me fascinava. Então, madruguei, acordei bem cedo para ter tempo de ver a luz, o dia clareando, um crescendo. Saí de madrugada e dei de cara com esse rebatimento simétrico desse casaril colonial.

Como enxerga o panorama da fotografia hoje?
O caminho da fotografia hoje tem muitos artistas plásticos, ou fotógrafos que talvez tenham mais vocação para serem artistas plásticos, que estão fazendo foto conceitual. Eles montam uma instalação qualquer e fotografam de qualquer jeito, sem nenhum critério fotográfico, como se fotografia fosse uma escrita ultrapassada e esgotada. Absolutamente, a vida está aí, não pára e não se esgota! É isso que falta. Fotografia não é resultado de um trabalho racional, pensado e refletido. Ela é resultado de um ato intuitivo, senão tira o valor da fotografia.

Há algum fotógrafo atual, brasileiro ou não, que te inspira em especial?
Nessas alturas -falei que sou um senhor promissor, de 63 anos- a gente pára um pouco de acompanhar. Acompanho mais a fotografia brasileira. Fico sabendo desses famosos internacionais, que vem aqui, esse LaChapelle (fotógrafo americano David LaChapelle), não simpatizo muito. Esse Mario Testino (fotógrafo de celebridades, nascido no Peru) é muito chato. Eles acham que chocam, mas é uma fase que passa. Eu não me choco com mais nada e acho que é uma transgressão infantil.

E as cidades, quais te chamam mais atenção em termos fotográficos?
Em qualquer cidadezinha, descendo do carro, no interior do Piauí, como Oureiras, ou Icó no Ceará, fico tomado. Desço do carro e quero ser tomado, ver as pessoas. Fora do Brasil não sinto o mesmo compromisso. Aqui, me sinto no meu meio, que tenho algo a dizer. Em Lisboa, fiz um projeto de um mês que adorei. Em Berlim também. São cidades incríveis à sua maneira. É sempre um desafio. Tóquio, devo voltar agora por conta do centenário, é sensacional. Porque por exemplo, Paris, onde morei por um tempo, é aquela coisa clichê, um "clichezão". Tóquio é aglomeração humana, não tem desenho como Paris, não tem natureza como o Rio de Janeiro. Tem, isso sim, muita gente. E a natureza é divina, mas é tão lenta, não muda nada, um ventinho bate, a plantinha cresce, mas eu não gosto de fotografar.

Quais são os projetos em vista?
As coisas vão aparencendo. Estou indo agora no domingo fazer reportagem, uma coisa que adoro. Vou ao Vale do São Francisco fazer reportagem. Circular primeiro pela área de Petrolina, onde tem muita água. Depois ao Ceará, Paraíba, mostrar a escassez. Quero discutir essa polêmica de contra e favor a transposição. Eu sou a favor. Vou pela Revista Repórteres do Brasil (editora Manifesto), com o jornalista Raimundo Pereira.

Para ver um pouco do trabalho desse fotógrafo, clique aqui.

Lligações Perigosas: agora no orkut

Por Silvio Meira
A Mcafee, empresa especializada em software de segurança pra computadores, está anunciando que o nível de perigo on-line no brasil continua aumentado. ao mesmo tempo, surgem notícias de um trojan [horse, ou cavalo de tróia] no orkut, o primeiro em português a atacar o site. o que não deixa de fazer sentido, já que 66% dos usuários do orkut estão no brasil, segundo alexa. o cavalo de tróia, como se sabe, foi um "presente", recheado de soldados, dado aos troianos pelos gregos. deu no que deu. em computação, é um [trecho de] software que finge fazer uma coisa e faz outra. é isso que está acontecendo no orkut há alguns dias.
Baseado na mesma idéia dos gregos, alguém escreveu o que parece ser mais um teste da segurança do orkut, até agora considerada razoável [ou menos]: em certos tipos de link contidos em scraps, o usuário é levado a autorizar [ou não...] a instalação de um software que finge ser um flash player [responsável por nos mostrar boa parte daqueles anúncios animados e outras bossas]. quem cai no conto instala a coisa, que não é, claro, player de nada, e ela se ocupa de replicar seu link de instalação nos contatos do usuário e, por cima, trazer tipos variados de software pra máquina de quem cometeu o vacilo. alguns dos programas que vão se instalar no seu micro, neste caso, podem danificar seriamente os dados armazenados e, ao mesmo tempo, comprometer a segurança de suas transações na web.
Já faz algum tempo que o principal alvo dos ataques a computadores, no brasil, tem por objetivo capturar contas e senhas de usuários, mais especialmente de suas contas bancárias. e o brasil tem um nível deste tipo de atividade muito acima da média mundial. usando o furo do orkut [e outros muitos métodos] é possível instalar software que captura todas as teclas usadas em uma transação [um keylogger] e envia pra quem está interessado nelas... que não é, obviamente, seu anjo da guarda.
Este tipo de manipulação de informação também atende pelo nome de engenharia social, coisa na qual os hackers brasileiros são muito competentes. haja trabalho para as empresas de segurança de informação, para a segurança das empresas e para a polícia federal. e preocupação pra mim e pra você, que temos que ficar, o tempo todo, muito espertos. ou acordar com nada no banco, sem nem saber porque.
Não se sabe quantos usuários brasileiros já foram afetados. considerando apontamos nossos browsers para orkut por mais de 150 milhões de horas por mês, todo cuidado é pouco.

Confira 20 lábios sensuais de famosas

Esses lábios são demais mesmo.

26 de fev de 2008

Driver Wireless Notebook NOVA Mobile NGL31/32

Para quem comprou o notebook NOVA MOBILE e não consegue instalar o Driver Wireless, aqui está a dica.

22 de fev de 2008

Fani Pacheco vira Sharon Stone em "Instinto Selvagem"

Se você fosse fazer uma releitura da personagem de Sharon Stone no filme “Instinto Selvagem”, quem escolheria para se travestir de Catherine Tramell, a sensual persongem do filme?
O fotógrafo João Pedro Sampaio, que organiza a mostra “Hall da Fama”, que mostra celebridades revivendo personagens clássicos do cinema, escolheu Fani Pacheco.

“Convidei a Fani porque acredito no potencial da sua sensualidade. No entanto, a idéia é explorar suas curvas, mas com todo glamour de uma produção de Hollywood”, diz ele que deve expor ainda esse semestre no Rio de Janeiro.
As fotos fazem parte da exposição Hall da Fama, que ainda vai contar com a Miss Brasil Natália Guimarães que vai fotografar como Audrey Hepburn, no longa Bonequinha de Luxo, e com o DJ Marlboro, na pele de John Travolta no longa Os embalos de Sábado a Noite
.
Com todo respeito ao fotógrafo, mas comparar Fani com Stone é no mínimo, um insulto.

Noivas mais sexy

Direto do NYT/Blue Bus - Noivas estao cada vez mais sexy e menos virginais.
As noivas estao mostrando cada vez mais corpo em seus vestidos de casamento, mais preocupadas em parecerem sexy do que virginais, menos românticas e mais sedutoras.É o que diz materia do New York Times que analisa a mudança de comportamento refletida nas escolhas dos vestidos de noiva. Decotes generosos, barriga ou coxa à mostra. As novas querem parecer glamurosas e buscam inspiraçao nas estrelas que desfilam nos tapetes vermelhos das pre-estreias de Hollywood."Elas querem ser a celebridade em seus proprios casamentos", diz Millie Martini Bratten, editora chefe da revista Brides.
Para ler a matéria em inglês,
clique aqui.

21 de fev de 2008

U2...

...quer fazer de novo álbum uma obra-prima.
Será uma mistura de trance, metal e influências marroquinas, segundo declarações do vocalista, Bono, feitas em dezembro do ano passado.

Thriller é relançado no Brasil

Direto da Rolling Stone Brasil.
A edição comemorativa de 25 anos do disco Thriller, de Michael Jackson, foi lançada ontem (quarta-feira, 20) no Brasil.
No dia 21 de fevereiro de 1983, 25 anos atrás, o álbum chegava ao primeiro lugar da lista dos mais vendidos nos EUA – o que seria a primeira de suas marcas históricas na indústria da música, culminando com o título de disco que mais vendeu na história – sem compilação oficial.
Cerca de dois meses depois de seu lançamento, o sexto álbum solo de Jackson alcançou o primeiro lugar de vendas nos Estados Unidos, e lá ficou por 37 semanas (não consecutivas). No top 10, foram 80 semanas. Dois recordes. E, além do disco como conjunto, sete de suas nove músicas foram lançadas como compactos e estiveram entre as dez mais dos Estados Unidos.
Em 1983, três músicas ficaram no topo da parada da Billboard: “Billy Jean”, “Beat It” e “The Girl is Mine”.

No Grammy, Jackson também foi arrebatador: recebeu 12 indicações, e levou para casa 8 estatuetas. Para comprovar sua excelência musical em diferentes ritmos, o cantor levou o prêmio de melhor performance vocal em três estilos: rock (“Beat It”), pop (“Thriller”) e R&B (“Billie Jean”). Além desses, voltou para casa com os prêmios de música do ano (“Beat it”), álbum do ano, produtores do ano (com Quincy Jones) e melhor gravação para crianças, no filme ET – O Extraterrestre.

“Thriller” virou também videoclipe, ou melhor, um curta-metragem de 14 minutos que rompeu com todos os padrões da produção da época: dirigido por John Landis, o vídeo foi protagonizado pelo próprio Michael, então com 24 anos. O cantor se fantasiou de monstro e dançou ao lado de zumbis em canais de televisão de todo o mundo. Os videoclipes nunca mais foram os mesmos.

Há uma semana nas prateleiras do Reino Unido e dos Estados Unidos, o “remake” de Thriller já figura nas paradas de ambos os países. O disco está em terceiro lugar na parada britânica, no entanto, a UK Charts, empresa que mede a venda de discos no Reino Unido, não divulgou quantas cópias saíram das lojas. Já nos EUA, a nova edição do álbum não conseguiu emplacar uma posição no top 200 da Billboard, mas as 166 mil cópias vendidas garantiram o primeiro lugar na categoria Top Pop Catalog Albums.

Isso não importa.
O que interessa é que nunca mais veremos algo como esse fenômeno.

Veja quais são as dez melhores empresas para você trabalhar, as áreas mais quentes nas novas vagas e para onde mandar o currículo

Chemtech
Segurança da informação
trabalheconosco@chemtech.com.br

Kaizen
Virtualização de servidores, Linux e soluções de backup corporativo
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Microsoft
Consultoria e serviços em todas as tecnologias Microsoft
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Sistemas de gestão Oracle e SAP; programação em Java, .NET e ABAP
http://careers.accenture.com/careers/brazil

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Banco de dados SQL Server
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Outsourcing de TI; programação (principalmente em Java); arquitetura de sistemas
http://www.ibm.com/br/employment/

Xerox
Gestão eletrônica de documentos
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Datasul
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Lindsay Lohan


Não preciso comentar mais nada.
Para quem já viu, é só curtir novamente, para quem ainda não viu, clique aqui.

20 de fev de 2008

Reunião da ONU discute uso de insetos como alimento para países pobres

Alternativa pode resolver problema da fome em nações menos desenvolvidas - Do G1, em São Paulo
Que tal um espetinho de larva no almoço?
Já pensou em comer um gafanhoto?
E um besouro?
Que tal formigas ou abelhas?

Tudo bem, isso pode não ser exatamente o que dá água na boca na maioria das pessoas, mas é exatamente o que pode resolver o problema da fome em países mais pobres. É exatamente esse assunto que está sendo discutido durante uma reunião da Organização para Comida e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) das Nações Unidas, na Tailândia.Apesar de nojentinhos, alguns insetos apresentam tanta proteína quanto um belo bife ou pescado. Em forma de larva, muitos são ricos em gorduras, vitaminas e minerais. E em muitos países o hábito não é apenas comum, como apreciado. Segundo dados da FAO, 527 diferentes tipos de insetos servem como alimento em 36 países da África, 29 da Ásia e 23 das Américas. Os tailandeses, por exemplo, apreciam nada menos que 200 diferentes tipos de insetos -- e um passeio pelas ruas do país mostra que ambulantes vendendo os bichos como petiscos são algo para lá de comum.
Na reunião, a agência da ONU vai discutir as possibilidades comerciais e nutritivas do consumo em larga escala dos insetos.
Mais uma da série O Fim está Próximo.
Realmente não sei onde vamos parar, tudo bem que em alguns países é até tradição comer isso, mas imagine fazer isso aqui no Brasil, país famoso por desperdiçar comida.
Não ia dar certo.
Sem mais palavras, fica só o pensamento.

Beldades em cena

Scarlett Johansson e Natalie Portman mostram filme a família real.
Dupla de atrizes protagoniza o drama de época "The other Boleyn girl" e Príncipe Charles e Duquesa de Cornwall comparecem à pré-estréia.

Fotógrafo registra imagens raras da Aurora Boreal


Realmente é impressionante.
O fotógrafo britânico Mark Humpage, especialista em fotos de fenômenos climáticos, conseguiu registrar imagens raras da Aurora Boreal, no Pólo Norte.

Preparem-se, declaração do IR começa no dia 3 de março

Confira as principais mudanças para 2008

O silêncio das cidades

Por Ronaldo Correia de Brito

"Cada vez menor, o planeta está ao alcance de todos. Não há cidadezinha que não tenha sua meia dúzia de lan houses ou cyber-cafés"

Centenas de motos giram em torno da praça, em frente à igreja da cidadezinha de interior.
Os motoqueiros aceleram e buzinam. O barulho é insuportável.
Lembro imediatamente a cena final de "Roma", do cineasta italiano Fellini. No filme, motoqueiros giram em torno do Coliseu romano. A idéia é de um choque entre a modernidade e o antigo. Aqui, na cena que presencio, a idéia é de que não existe mais o silencioso e mítico mundo rural, pelo menos como se imaginava nos romances e nas canções.Tudo virou cidade. Metade da população do Brasil vive em cem cidades grandes. Oitenta por cento da população do Brasil vive em cidades de até vinte mil habitantes. O que resta fora desse cálculo é bem pouco. Pessoas que não moram nas cidades gravitam em torno delas. O campo se esvaziou em todas as regiões do mundo e no Brasil não seria diferente.
Os pequenos proprietários do Nordeste brasileiro venderam suas terrinhas e hoje moram nas periferias das cidades, sobrevivendo de uma aposentadoria e outros pequenos benefícios. Aos velhos se agregam filhos desempregados e netos, que comem do mesmo aposento. É um novo modelo de agrupamento social. As aposentadorias rurais beneficiam pessoas que nunca contribuíram com a Previdência, e que há muito tempo não moram no campo.
As novas gerações não se interessam pela terra, a não ser os que pilotam aviões de pulverizar veneno, sobre extensas propriedades do Sudeste, Centro Oeste ou Sul; ou os que sentam ao volante de um trator de aragem e colheita. No Nordeste, após a falência do antigo modelo de agropecuária, surgiu uma população sem perspectiva de sobrevivência no campo.
O caminho natural foi a periferia das cidades. De início, São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília. Mais tarde, as fronteiras se alargaram para o restante do mundo.
Cada vez menor, o planeta está ao alcance de todos. Não há cidadezinha que não tenha sua meia dúzia de lan houses ou cyber-cafés. Não há rapazinho, por mais pobre, mais iletrado, que não navegue na Internet e não acesse o messenger ou o orkut. Há cinqüenta anos, um slogan da Rádio Clube do Recife escandalizava pela presunção: Pernambuco falando para o mundo. Agora, todos os matutinhos pernambucanos falam com o mundo.
Existe nas pessoas uma permanente ansiedade em falar com alguém, em se plugar no planeta. A solidão, compreendida como estar consigo mesmo, tornou-se insuportável. Todos querem dizer alô, de preferência virtualmente. Ou ficar em meio à multidão, mesmo que nada se escute ou nada se fale. Há sempre muito barulho e a voz humana tornou-se débil demais nas cidades grandes; para se ouvi-la, é preciso amplificá-la.
Voltamos ao tribalismo, mas numa versão solitária. Porque nas tribos, as relações entre as pessoas eram reais. Nas cidades, nossa aparente forma de convivência é virtual
.

Juca Kfouri vence Capez no Tribunal de Justiça

Direto do Terra Magazine - Claudio Leal

O deputado Fernando Capez (PSDB-SP) voltará a freqüentar as crônicas do jornalista e blogueiro Juca Kfouri. Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou ontem a liminar da juíza Tonia Yuka Kôroko que proibia Kfouri de "ofender" Capez. Cada opinião desairosa seria punida com uma multa de R$ 50 mil.
Em entrevista a Terra Magazine, o jornalista comemora a decisão e faz um paralelo com as pressões da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) sobre os jornais Folha de S. Paulo, Extra e A Tarde. Por meio de seus fiéis, a Universal abriu processos em pequenas cidades do País contra jornalistas que noticiaram suas ações negativas.
- Eu acho que não é uma coisa pessoal, principalmente num momento de investida obscurantista da Iurd contra os jornais. É muito auspicioso a Justiça não compactuar com uma juiza que te prejulga, que beira o ridículo ao me proibir previamente de "ofender" alguém.
Ex-promotor de Justiça, Capez se irritou com análises publicadas no Blog do Juca. Numa das notas, Kfouri comentou uma notícia sobre as movimentações do deputado tucano para ser secretário de Segurança Pública de São Paulo. "As credenciais de Capez na área não autorizam tamanha ambição, diante do seu malogro no combate à violência de torcidas quando exercia a função de promotor de Justiça", criticou.
- Você simplesmente determinar de antemão que, a cada opinião considerada como ofensa, terá de pagar uma multa de R$50 mil, contraria a liberdade de expressão. Honestamente, é uma vitória, e uma vitória da liberdade de imprensa no Brasil - avalia o jornalista.
Em dezembro de 2007, Juca Kfouri entrou com um mandado de segurança contra a decisão da juíza Kôroko. Em sua defesa, argumentou que se tratava de uma "censura prévia". Agora, com a vitória no Tribunal de Justiça, volta a afiar sua pena.

Esse Capez ficou famoso ao combater as torcidas organizadas.

Sempre que havia alguma briga ele aparecia na TV e falava que ia fazer isso, fazer aquilo. O que fez foi ficar conhecido na mídia e conseguie se eleger deputado.

19 de fev de 2008

Fidel - o fim de uma era

Após 49 anos, Fidel deixa o poder em Cuba
Jornal oficial divulgou carta. Líder, que assumiu em 1959, estava afastado desde 2006.

Adeus HD-DVD

Toshiba confirmou 'morte' do HD-DVD, concorrente do Blu-Ray.
Opção da Warner Bros pelo formato da Sony, em janeiro, foi decisiva.

Mais uma vez, a indústria desperdiça tempo e dinheiro. Lamentável

18 de fev de 2008

E faz tempo

E faz um bom tempo que não escrevo aqui.

Preguiça ?

Tédio ?

Falta de assunto ?

Não, mudanças mesmo. Apesar de não gostar muito de mudanças, a que fiz junto com minha família foi especial. Araras, estou de volta, 29 de fevereiro será meu último dia aqui em São Paulo.