8 de nov de 2005

A Corrosão do Caráter X Fúria dos Terroristas Britânicos.

Um artigo publicado no jornal The New York Times e uma obra denominada pelo próprio Sennett como um ensaio-discussão.
Se pegarmos o artigo cujo nome completo é: Fúria dos terroristas Britânicos foi forjada no caldeirão do descontentamento, podemos dividir o mesmo em três partes.
A Fúria.
Os Terroristas.
O Descontentamento.
Na fúria temos uma violência irracional, para os afetados claro, pois não consideram a racionalidade político-religiosa da ação.
Os terroristas são filhos sem pátria, seus pais se submeteram ao regime, saem de uma zona rural, perdem seus costumes, não tem mais identidade. Veremos isso mais profundamente no decorrer dessa analise.
E por último, o que podemos chamar da razão de tudo, se é que um atentado terrorista tem alguma razão está o descontentamento.
Aqui entra a discriminação sofrida pelos jovens, ainda que um deles já na faixa dos 30 anos; a vida num bairro pobre e a indiferença. Isso traz a fúria se não for bem trabalhada. Podemos classificar a fúria como droga, uma vez despertada cria o desejo de mais e mais.
Os jovens eram tornam fundamentalistas e não podemos e nem devemos esquecer que o fundamentalismo é extremamente radical e se transparece por meio da fúria.
É a idéia de que “poderia ser, mas não chegou lá”.
Para os executores do atentado, temos quatro descrissões.
“Eu sou o exército”.
“Eu sou a Guerra”.
“Eu sou o Islã”.
“Eu tenho a resposta”.
No livro A Corrosão do Caráter, Sennett faz um trabalho onde justifica o título. O fracasso, as mudanças constantes e rápidas corroem não apenas o trabalho, mas também o caráter, a família e as expectativas de vida.
Temos o Capitalismo Flexível que podemos identificar na obra em três momentos.
A reinvenção contínua das instituições, a flexibilidade da produção e a concentração do poder sem centralização.
Na reinvenção contínua das instituições há a perda do controle das funções, e consequentemente a perda da noção de tempo linear. Isso afeta o trabalho e a perspectiva de realização pessoal em longo prazo, podendo destruir os sonhos familiares.
A flexibilidade da produção não é somente a diversidade de produtos, mas é também a diversidade de tarefas e na tomada de decisões mais rápidas, mais uma vez temos a interferência na questão do tempo, essas tarefas de curto prazo corroem a fidelidade, a confiança e o compromisso do homem com a empresa, família e comunidade, pois essas virtudes só são construídas em longo prazo.
A concentração do poder sem centralização são as tarefas realizadas em pequenos grupos, e que supostamente levariam a uma maior distribuição do poder de decisão. Transformações contínuas, quase obrigatórias, chegam a todas as partes, a economia e a cultura é tratada da mesma maneira em todo o sistema, pois não há mais barreiras.
Até o momento procuramos fazer uma leitura crítica tanto do texto quanto do livro de Richard Sennett. As duas leituras colocam a família no centro da discussão, pais e filhos em um conflito de idéias e sonhos.
No texto sobre os terroristas a trajetória dos pais, que são muçulmanos é chamada de emigração épica.
Ejaz Hussain foi para a Grã-Bretanha com 16 anos, em 1967, ele e muitos homens do subcontinente indiano vieram em massa fornecer mão-de-obra barata e não treinada. Eram agricultores, pobres e analfabetos. O projeto de vida? Sair da miséria, trabalhar mais de 16 horas por dia para ganhar e construir algo para os filhos e futuras gerações. Queriam ganhar dinheiro suficiente e voltar para a casa, mas trouxeram a família e formaram comunidades fechadas.
Na década de 80 as fábricas e indústrias fecharam as portas obrigando os trabalhadores a dirigir táxis ou partir para o comércio próprio. Alguns têm gratidão pela Grã-Bretanha, mas outros...
O bairro onde os jovens foram criados tem a melancolia no ar e a vida não é fácil, há um distanciamento por parte da comunidade, os mais velhos, porém acham que a vida dos jovens é mais fácil nos dias atuais. Alguns estão na espera para assumir os negócios da família, outros vivem dos benefícios, outros vendem drogas.
Mas para alguns, a vida não está tão fácil como se parece, o trabalho, que antes dava estabilidade aos imigrantes já não existe mais, os jovens, sem essa âncora se sentem desprotegidos e vivem em quartos sem parede. Na escola, foram educados dentro dos padrões britânicos, nunca estudaram sua origem, não estudaram o Islã e suas tradições.
Hussain, o pai, acha que a sociedade é de autodestruição e se pergunta como que os atentados puderam acontecer, é o povo destruindo a si mesmo. Mas também faz uma colocação: “Talvez se tivéssemos prestado mais atenção, isto não teria ocorrido”.
Os muçulmanos já superam os ingleses na venda de drogas e nas prisões, para mudar isso muitos começam a seguir o Islã no seu modelo mais tradicional.
Os que partiram para a religião têm as maiores frustrações. A fé do grupo os colocava em conflito com as escolhas dos pais, um dos filhos de Hussain até acha que a loja do pai viola sua fé, acham que os pais não seguem as tradições, eles querem evidência para o que fazem no Alcorão.
Se quiserem ir para o céu, eles precisam encontrar a forma mais pura, são totalmente fundamentalistas.
Os filhos consideram a trajetória dos pais uma traição.
Na Corrosão do Caráter temos a história de Enrico e Rico, Enrico, o pai, trabalhava como faxineiro única e exclusivamente para o futuro do filho, o trabalho do pai era apenas para a família, até a esposa Flavia entra no mercado de trabalho; nessa geração, o tempo era linear, ano após ano trabalhando em empregos que raras vezes variavam de um dia para o outro, a conquista era cumulativa, toda semana Enrico e Flavia conseguem ver o aumento da poupança, o tempo era previsível, havia um planejamento, uma economia. A vida fazia sentido para Enrico, mas não era fácil, vivia a discriminação e a indiferença da sociedade e não queria que o filho Rico repetisse sua vida.
O filho gosta dos riscos que corre no mercado de trabalho e isso é uma traição para o pai, a escola preparou Rico e sua esposa para as mudanças freqüentes e as trocas de emprego, sua mulher era promovida e ele demitido e assim caminhava, o medo da perda surge e junto dele a falta de controle da própria vida, a maneira de viver não é tão flexível como parece, o pai por exemplo ia a reuniões, via pessoas, o filho vive on-line, já desperta as mesmas preocupações do seu pai. Encara o trabalho para a família, uma família que está em crise pela opressão da autoridade que vai de pai para filho, o pai oprime o filho que oprime o filho, é um círculo vicioso dentro do sistema de trabalho. As qualidades do bom trabalho não são as mesmas do bem caráter, “não há longo prazo”, não existe mais emprego, agora temos o trabalho, o projeto, terceirização, desejo de mudança rápida, tudo isso gera uma crise no caráter.
“O esquema de curto prazo das instituições modernas limita o amadurecimento da confiança informal. Uma violação particularmente flagrante do compromisso mútuo muitas vezes ocorre quando novas empresas são vendidas pela primeira vez. Nas empresas que estão começando, exigem-se longas horas e intenso esforço de todos; quando a empresa abre o capital – quer dizer, oferece ações publicamente negociadas – os fundadores podem vender e pegar o dinheiro, deixando atrás os empregados de níveis inferiores. Se uma organização, nova ou velha, opera como uma estrutura de rede flexível, frouxa, e não com rígido comando de cima para baixo, a rede também pode afrouxar os laços sociais”.
Isso significa que curto prazo é diferente de amadurecimento. Como pode haver projetos de longo prazo numa sociedade de curto prazo? Mudança significa deriva. Rico, o filho é um homem bem-sucedido e confuso.
O que lhe trouxe sucesso, também lhe trouxe o enfraquecimento de seu caráter.
Se fizermos uma comparação entre o texto e o livro, iremos ver que os pais tinham em comum o trabalho visando o futuro dos jovens. Submeteram-se a realizar atividades consideradas do terceiro escalão para proporcionar uma vida digna para as futuras gerações.
Vemos também que isso não é o sonho dos filhos, na verdade os pais queriam realizar os sonhos através dos filhos, isso gera um conflito de idéias e princípios que acaba frustrando a todos.
Esse estudo fez surgir várias dúvidas e pensamentos em minha mente, dúvidas para as quais não tenho respostas.
Podemos concluir que o desejo dos pais não é o desejo dos filhos.

Quanto ao meu caráter. Espero já não ter sido corrompido.

30 de set de 2005

Discriminação X Preconceito

Discriminação = violência direta, toma, faz uma ação contra ou a favor de alguém ou grupos. Intencional.
Preconceito/Pré conceito = negar que eu seja igual ao outro. Exemplo clássico dos portugueses, são todos burros para nós.

20 de set de 2005

Psicologia Social 05/09/2005

* necessidade de sempre estarmos em grupos. Pelo menos dois (reprodução).
* pré-disposição se torna ação no grupo.
* um grupo se forma por laços emocionais.
* Grupos - Ihreja e Exército como exemplos. Cada indivíduo está ligado a traços libidinais ao lider e a cada membro do grupo. Falta de liberdade individual de cada indivíduo.
* Pânico - síndrome do abandono adquirido. A mente funciona errado (biológico) ou é um Sinal externo (trauma fica)
* Relaçõs Humanas - limite, distância para o convívio. Não pode ser tão próximo pois sufoca o outro. As pessoas se toleram de uma maneira reprimida. Não há como criar vínculo sem a tolerância e sem a repulsa.
* Identificação - está ligada ao Estar Amando, a paixão. Invest em alguns traços (ser como).
* Idealização - vemos no outro o que gostaríamos de ser, o ideal é o outro (ser o outro).

Psicologia Social 29/08/2005

* Características da Multidão ( Le bon)
* Sugestão e do contágio (Freud)
- Le Bon não explica como se dá isso
* Libido - energia considerada como magnitude quantitativa (não mensuravel) daqueles instintos que tem a ver com tudo que pode ser abrangido pela palavra AMOR.
O núcleo do amor consiste naturalmente no amor sensual com a união sexual como objeto. Por outro lado, não isolamos disso o amor próprio, o amor pelo outro, pela humanidade, bem como a devoção por objetos concretos e idéias abstratas.
* Ver Gaston Bachelard
* Não estamos sendo alimentados de sentimento de amor. Nada nos faz bem.
* Fetiche - desvio perverso, não é a busca da felicidade, é para curar uma angústia.
* corte, censura, impedimento.
* auto-sacrifício - dar a vida para o outro ou alguém.
* libido - amor - vida
* Fome (por amor) + Necessidade ( de ser alimentado) - EROS (amor).
* os homens não levam a sério seus maiores pensadores.
* defenda suas idéias com unas e dentes ou não será mais sua, não que é certo ou errado, mas não valerá mais nada.
* necessidade de ser aceito e querido, que é uma manifestação do amor. Estar amando.

Psicologia Social 15/08/2005

* Construímos coisas que nos reconstroem. Somos natureza
* Corpo + Mente = somos conscientes
Um peixe ou um beija-flor tem apenas fragmentos de memória.
* Não querer ser finito - a finitude da vida é angustiante, fazemos tudo sem medir as consequências. Nada que se faça em sociedade é uma atitude só, única. Quando se faz, o outro sofre o dano.
* Exclusão Moral - fabricação do inimigo - ele pode ser preso, eu não, ele pode morrer, eu não.
* Fúria
- violência irracional.
- não considera o racionalidade política/religiosa.
* Terroristas
- pais dos terroristas vem da India, Paquistão.
- socidades rurais para indústria.
- os pais tem um prjeto, sair da miséria para a família.
* Descontentamento e discriminação
- isso traz a fúria quando não é bem trabalhada
- fúria = droga, desejo fundamentalista, crime
- fundamentalismo extremo e radical, se transparece na fúria.
* Eu sou o exército, eu sou a guerra, eu sou o Islã, eu sou mais eu.
* "Não é você que escolhe o dia, é o dia que te escolhe".

Filosofia 13/06/2005

* Uma ação moral não se fundamenta pelo desejo, se fundamenta na razão.
* Kant e o direito - liberdade externa. Age externamente de tal maneira que o livre uso de ter arbítrio para coexistir com a liberdade de cada um, segundo uma lei universal.
* Coersão / Sansão

Filosofia 06/06/2005

* aula sobre Kant com Maurício
- crítica da razão pura - natureza. Busca entender os princípios que entendem a natureza.
- crítica da razão prática - liberdade.
* Boa Vontade
- valor em si mesmo.
* Dever
- conforma ao dever.
- por dever
* "Devo proceder de maneira que eu possa querer que a minha máxima se torne lei universal".
- essa máxima funciona para todos ? Se funciona é uma ação moral, se não funciona, não é moral.
* O homem nunca será sempre justo.

Filosofia 16/05/2005

* PAIDÉIA - formação do homem. Geralmente traduzida como educação, mas quando se diz apenas educação perde-se muita coisa. Deveria ser Pedagogia - estudo das ciências, a ética (costumes), cidadão.
* A educação não é para extinguir o prazer.
* Aristóteles diz que devemos desejar o que é bom e odiar aquilo que é mal.
* A música tem poder de educação, o teatro, quando se vê Édipo matando o pai, todos sofrem junto. A moral da história.
* Arte é formação.
* Esporte é formação. Deixa belo, molda o corpo, é saúde.
* Quem pratica um ato justo é justo ?
* Virtude - disposição de caráter. Excelência da realização de uma coisa.

Filosofia 09/05/2005

As nossas aulas de filosofia foram desanimadoras.
Tinha tudo pra ser algo maravilhoso, um assunto que me fascinava mas acho que nós e a professora não tivemos a sintonia necessária, tanto que as aulas foram no mês de junho e só agora estou com coragem de acrescentar algo de positivo aqui.
São idéias jogadas aqui no blog, sem ligação e conexão, apenas para dispertar o pensamento em cada um de nós.
* Democracia ligada a fortes conquistas de direitos.
- direitos civis - século XVIII
- direitos políticos - direito de votar e ser votado - século XIX
- direitos sociais - mínimo de bem estar - século XX
* Cidadania - princípio de igualdade. Deixe-nos fazer. Estado garante apenas que as ideáis individuais não sejam usurpadas.
* A POLIS é anterior ao indivíduo.

16 de ago de 2005

A globalização das opiniões

Fiz uma crítica sobre a matéria da Playboy da Grazi na revista eletronica No Minimo.
Para minha surpresa, foi publicado no site e agora recebo comentários de várias partes do Brasil.É a globalização das opiniões.

12 de jul de 2005

A Cidade das Torcidas

Trabalho final - Antropologia - por Giulianno de Lollo e Kate Oppi
Referência Bibliográfica - Na Metrópole: textos de Antropologia Urbana. José Guilherme C. Magnani & Lílian de Lucca Torres (organizadores). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. Fapesp, 2000. Texto: A Cidade das Torcidas: Representações do Espaço Urbano entre os Torcedores e Torcidas de Futebol na Cidade de São Paulo. Luiz Henrique de Toledo. Página 124.

O objetivo da pesquisa tematizada no texto é mostrar a modificação da cidade através dos usos feitos dela a partir da composição das torcidas uniformizadas.

O objeto da pesquisa são as Torcidas Uniformizadas dos times da Cidade de São Paulo. São eles: Sport Clube Corinthians Paulista, São Paulo Futebol Clube, Sociedade Esportiva Palmeiras, Santos Futebol Clube e Associação Atlética Portuguesa de Desportos.

O trabalho de campo realizado pelo autor foi a observação participante na Torcida Tricolor Independente feita em março de 1991, na disputa do Campeonato Brasileiro de Futebol na fase de classificação. O jogo foi entre São Paulo e Palmeiras.

Com esse trabalho de campo o autor chegou à conclusão que a afinidade pelo time na condição de torcedor organizado, é condicionada pelo Bairro ou Pedaço a que cada um pertence e por fim pela torcida organizada a qual se filia. Essa torcida usa a cidade para espalhar e impor seu Estilo de vida diante dos outros grupos distintos, com isso observa-se comportamentos que extravasam os limites da participação dos agrupamentos de torcedores, constitui atitudes e mobilidades de sociabilidade mais amplas. A segregação das torcidas nos dias de jogos para evitar possíveis confrontos tem alimentado ainda mais o confronto. Esses acontecimentos não são exclusivos do futebol.
Esse esporte e a massa apenas colocam em evidência a realidade da vida urbana nas cidades: segregação, desigualdades no acesso aos equipamentos urbanos, divergência entre o público e o privado e a violência utilizada como um código radical de acesso a determinadas experiências nas grandes cidades.
A pesquisa analisada nos surpreendeu na questão das Sedes das Torcidas.O autor conversou com corintianos na sede da torcida Independente do São Paulo Futebol Clube. Isso mostra que a hostilidade observada nas arquibancadas é amenizada por outras formas de convivência fora dos estádios.

15 de jun de 2005

A Identidade Cultural na Pós-Modernidade

Resenha.
Por Giulianno de Lollo

Stuart Hall é um dos maiores expoentes da corrente conhecida como Escola de Birmigham também conhecida como Estudos Culturais, que foram pensadores britânicos contemporâneos que fazem uma radiografia dos processos culturais tendo como pano de fundo as mudanças societárias impostas pelo processo de Globalização e a chamada cultura pós-moderna. Hall foi diretor do Centro de Estudos Culturais Contemporâneos da Universidade de Birmigham entre 1970 e 1979 e faz parte do corpo de fundadores desse instituto.O propósito desse livro é explorar algumas questões sobre identidade cultural na modernidade tardia e avaliar se existe uma crise de identidade e em que direção ela está indo. A primeira parte do livro que podemos dizer que são os capítulos 1 e 2, lida com mudanças nos conceitos de identidade e do sujeito. A segunda parte que compreende os capítulos de 3, 4, 5 e 6 desenvolve os argumentos em relação a identidade cultural, aqueles aspectos de nossas identidades que surgem de nosso pertencimento a culturas étnicas, raciais, lingüísticas, religiosas e, acima de tudo, nacionais.Para exposição da obra devemos entender as três concepções de identidade.O Sujeito Iluminista que está baseado numa concepção de pessoas humana como um indivíduo totalmente centrado, unificado, dotado das capacidades de razão, consciência e ação.O Sujeito Sociológico que reflete a crescente complexidade do mundo moderno e a consciência de que este núcleo interior do sujeito não era autônomo e auto-suficiente, mas era formado na relação com outras pessoas importantes para ele.Por último, o Sujeito Pós-Moderno conceituado como não tendo uma identidade fixa ou permanente.A modernidade diferentemente das sociedades tradicionais que veneram e transmitem o passado a cada geração, caracteriza-se pela mudança e deslocamentos. O fenômeno da Globalização interfere e muito na conceitualização de Identidade Cultural e nos coloca no que o autor chama de jogo de identidades que se dá porque as identidades são contraditórias e se cruzam mutuamente. Além disso, é preciso considerar que a identificação do sujeito não se dá de forma automática podendo ser ganha ou perdida dependendo da forma como esse sujeito é interpretado ou representado. Para Stuart Hall, a fragmentação do sujeito e conseqüentemente de sua identidade cultural afeta diretamente a identidade nacional na modernidade. O autor argumenta que as maiorias das nações foram unificadas após um processo de conquista violento que exerceu uma hegemonia cultural sobre os colonizados e que uma nação é composta por diferentes classes sociais, grupos étnicos e de gênero.Outras categorias são utilizadas como dispositivo para unificar e representar um único povo, como as categorias de raça e etnia, Hall ainda afirma que essas categorias são tentativas de unificar identidades nacionais pois as nações são culturas híbridas e estas categorias são discursivas e não biológicas como alguns afirmam. Sendo assim, o autor fica atento na forma pela qual as culturas nacionais buscam costurar as diferenças em uma identidade única, já que estas não estão livres do jogo de poder, divisões internas e contradições.Hall, com o fenômeno da globalização entende três possíveis conseqüências sobre as identidades culturais.Ou as identidades nacionais se desintegrarão, resultado da homogeneização cultural e do pós-moderno global, ou as identidades nacionais serão reforçadas pela resistência à globalização, ou por último, novas identidades tomarão o lugar das identidades nacionais em declínio.Para alguns teóricos, os processos globais têm tido o objetivo de enfraquecer as formas nacionais de identidade cultural, criando uma homogeneização cultural. Para outros as identificações ainda permanecem fortes e são colocadas acima das identificações Globais.Stuart Hall entende que a problemática está entre o Global e o Local na transformação das identidades e que é mais provável a produção de novas identidades. O que podemos notar é que a globalização exerceu uma função de deslocar identidades centradas da cultura nacional, produzindo um efeito pluralizador sobre as identidades. Esse efeito possibilitou novas posições de identificações, mais políticas, plurais e diversas, menos fixas e unificadas.Há esforços na busca de recuperar as unidades e a pureza anterior para manter as identidades ao redor do qual o autor chama de Tradição. Outros aceitam que as identidades estão sujeitas as mudanças da própria história, da política e assim seria muito improvável que elas sejam novamente puras ou que se mantenha a Tradição.Hall entende que há possibilidade da formação de novas identidades e será por meio da intersecção e negociação das novas culturas, o que não implicará na simples assimilação por elas, ou na perda completa de suas identidades originais, mas como resultado de várias histórias e culturas. Assim pode-se retornar à Tradição, buscando a coesão de identidades. A obra nos traz dois exemplos clássicos. O ressurgimento do Nacionalismo na Europa Oriental e o crescimento do fundamentalismo, buscando o sentimento de etnia, não por uma distintiva étnica institucionalizada, mas por uma distintiva pronunciada.

Conclusão.
Na página 87 temos o início da conclusão que se estende até o final da obra, na página 97.O autor nos mostra a idéia de que os ressurgimentos de nacionalidade no final do século XX com a globalização são efeitos inesperados. O Marxismo e o Capitalismo apostavam em diferentes formas, em valores e identidades universalistas e que Stuart Hall entende que com a globalização não está havendo nem o triunfo global nem o nacionalismo local.O que temos são os deslocamentos e desvios da Globalização de forma contraditória e bastante variada.O autor ainda lança um desafio, o de analisar esse Sujeito Pós-Moderno e suas identidades culturais de forma menos fixa e sim mais deslocada.Assim pode-se redimensionar e reestruturar a figura do indivíduo, do sujeito e da própria sociedade.

26 de abr de 2005

Antropologia 20/04/2005

* Circularidade Cultural
- ver
O queijo e os Vermes de Carlo Ginzburg.
* Voltando ao estudo das cidades
- antigamente, a elite ia ao centro comprar.
- junto com o condomínio há a necessidade de se criar centros para essa elite consumista.
* Datas
- 1910/1940 - Sé/Patriarca - o centrão de São Paulo, tudo acontecia ali.
- 1960/1990 - Pulista/Faria Lima - serviços, economia. 1969 surge o Shopping Iguatemi. 1990 prolifera-se na Berrini as Empresas Globalizadas.
Proliferação da Centralidade, não há mais um centro, a cidade se expande, há mudanças no espaço, seguindo demanda populacional.
Mudanças em relação a: Trabalho, Moradia (condomínio), Consumo (shopping) e Circulação (conectar os espaços). A circulação é a modernidade, tem que circular pessoas e mercadorias.
* A Cidade é o feio, o bonito, o pobre, o rico, o que fede, o que não fede, a cidade é isso.
* Pessoa - Persona - do Grego - Máscara
* Indivíduo - Qualquer um.
* Ver Vigiar e Punir de Michel Foucault.

Comunicação e Cultura 25/04/2005

* A lógica Cultural do Capitalismo tardio
- baseado no livro Pós-Modernidade do Capitalismo Tardio. Ver Ernest Mandel. Revolições tecnológicas que ocorrem no capitalismo.
* estudo de Jameson enfoca os elementos do pós-modernismo.
1) falta de profundidade tanto teórica quanto na cultura da imagem.
2) enfraqucimento da historicidade tanto na esfera pública quanto nas formas de temporalidade privada.
3) um mero tipo de matiz (1. Combinação de cores diversas, nas pinturas, nos bordados, nos tecidos etc. 2. Cor viva, mimosa ou delicada. 3. Gradação de cor. 4. Colorido de estilo. 5. Diferença delicada entre coisas do mesmo gênero. 6. Opinião política.) emocional.
4) a profunda relação de tudo com a tecnologia.
5) mutações no espaço das construções.
* A identidade Cultural na Pós-Modernidade - Pontos de reflexão.
-Argumentos de Hall - "As identidades nacionais não são coisas com as quais nascemos mas são formadas e transformadas no interior da representação."
- Culturas nacionais como discurso.

Comunicação e Cultura 18/04/2005

* Identidade Cultural na Pós-Modernidade.
- identidade em questão
- nascimento e morte do sujeito moderno.
* século XIX - o homem perde a idéia de ser o centro de tudo.
* Desconstrução (descentrando)
- teóricos sustentam a fragmentação das identidades modernas.
* DESCENTRAÇÃO
1) refere-se às tradições do pensamento Marxista que deslocava qualquer noção de agência individual. " Os Homens fazem a história em condições que lhes são dadas."
2) deslocamento no pensamento acidental vem com a descoberta do inconsciente de Freud. Para Freud, nossos desejos, sexualidade, são formados a partir de processos simbólicos do inconsciente e tem uma lógica diferente da razão.
3) está ligada à linguistica de Ferdinand Saussure - a língua é um sistema social e não individual, ela pré-existe a nós.
4) encontra-se no trabalho do filósofo Michall Foucoult. Ver Genealogia do Sujeito Moderno. Destaca um novo tipo de poder.

14 de abr de 2005

Antropologia 13/04/2005

* A cidade segrega
- ver Tereza Caldeira
- estudo das CASAS
- enclaves privados/fortificados
* Companhia City + Light
- moradia + energia
- veja a história da expansão de São Paulo. Isso explica a desorganização da cidade, crescia para o lado onde essas empresas queriam. Tudo isso com o conhecimento do Poder Público, já que o próprio Poder Público era os empreendedores.
* anos 70 - surge algo novo. Condomínio de Luxo. Alto padrão. Final dos anos 70 surgem os condomínios verticais. Comparando com os Estados Unidos, de onde importaram a idéia, lá não tem muros, aqui é diferente, além dos muros o acesso é restrito.
* Localização
- Estados Unidos - subúrbio
- Brasil (São Paulo) - centro
* CASA - o que é isso?
- espaço físico + representações
* arquitetura moderna - Brasília, única cidade do mundo planejada. Na União Soviética houve alguns experimentos e só, não se consegiu colocar em prática. Hoje Brasília sofre dos mesmos problemas das grandes cidades, é o brasileiro modificando Brasília
.

11 de abr de 2005

Antropologia 06/04/2005

* estruturalismo - o modo como opera o pensamento. O ser humano pensa, não importa onde quer que esteja.
* 1962 - o pensamento selvagem
* um acontecimento vira um evento - os homens fazem história sem saber que fazem. Ver IANI, Octavio - As ciências sociais na época da globalização.
* DEVELOP-MAN - desenvolvimento do homem.
DEVELOPMENT - desenvolvimento
* É preciso mudar para que tudo continue como está
* Da Mudança Cultural à Cultura na Metrópole
- José Guilherme Magnani - colapsos, problemas, caos, desordem. A cidade é essa COISA, tudo ao mesmo tempo. Para entender somente com o olhar antropológico, olhar de perto e de dentro.

Antropologia 30/03/2005

* Preocupação Racial - UNESCO encomenda uma pesquisa sobre o Brasil. Um país para todos, onde todos viviam em harmonia.
* Elite Paulista - depois da revolução de 1932, articulam-se para conseguir poder, como não tinham mais o Poder Político, querem o Poder Educacional, para isso são necessários filósofos, sociólogos e cientistas políticos.
* Diversidade enriquece
- sempre existe uma relação com o outro.
- diferença não é desigualdade. As diferenças são a locura da humanidade.
* O Filho Único - está menos ajustado às diferenças, não precisa discutir as relações.
* a diversidade cultural se dá no contato.
* o problema dos Direitos Humanos - alguém defina mas minha concepção é diferente do outro.
* Etnocentrismo - Disposição habitual de julgar povos ou grupos estrangeiros pelos padrões e práticas de sua própria cultura ou grupo étnico.
Todos os povos são etnocentricos, acham que estão corretos, que suas idéais são as melhores, isso acontece porquê todos são humanos.
O progresso não é contínuo nem linear. O objeto da antropologia é a diferença, a diversidade cultural.
Surge o dilema da Mudança Cultural. Ao mesmo tempo que a tendência é unir (globalização), as diferenças "pipocam" em todos os lados, é só lembrar da fúria das colônias contra as metrópoles, guerra civil é uma consequência. Descolonização.
* DIVERSIDADE X MUDANÇA
- revolta dos nativos - estão na história e fazem história.

Comunicação e Cultura 28/03/2005

* Comunicação
- raiz - MUNIS - estar encarregado de.
- prefixo - CO - reunião, atividade realizada conjuntamente.
- terminação - TIO - reforço, idéia de atividade.
Aparece pela primeira vez no vocabulário religioso, depois surge na idade média o Jantar Coletivo. É o Homem sempre pensando na comunicação, preocupado com ela, ainda sem as teorias.
* Gregos - sofistas - discruso.
- Platão - tinha o discurso que buscava a verdade
- Aristóteles - retórica (1. Conjunto de regras relativas à eloqüência. 2. Livro que contém essas regras. 3. Exibição de meios oratórios. 4. Afetação de eloqüência) como busca de todos os meios possíveis de persuasão.
* Primeira Guerra Mundial - os meios de comunicação são persuasores das vontades e dos sentimentos.
* em 1929 - crise e retomada econôminca.
* Segunda Guerra Mundial - expôs a potencialidade e alcance da comunicação através de programas com propaganda nazista. Os Estados Unidos usam isso e readaptam o modelo para interesse próprio. Ver Goebbles.
* As primeiras pesquisas de O que fazer com a Comunicação só surgem no século XX. Com o conhecimento da comunicação temos:
- urbanização.
- consolidação do capitalismo industrial.
- sociedade de consumo.
- divisão do globo entre capitalismo e socialismo.
- ciência.
* 1920 / 1930 - importantes correntes de estudos sobre a cultura da sociedade industrial e que exerceu influência nos estudos sobre os meios de comunicação, Escola de Frankfurt.
* Escola de Frankfurt - todos filósofos, pensadores que cunjugam idéias, nem sempre coerentes.
- dialética do iluminismo e indústria cultural.
- a obra de arte na era da técnica.
- cultura como mercadoria.
- Adorno cria o termo Indústria Cultural.

5 de abr de 2005

Karol Wojtyla

Lembro-me muito bem que o Papa não foi recebido pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso em sua última visita ao Brasil.
Marco Maciel foi enviado e o que vi na televisão foi uma das coisas mais desrespeitosas da minha vida. Um chefe de Estado (em pé) em seu discurso de boas vindas e o Presidente em exercício ao seu lado (sentado) quase dormindo, distante, sem prestar a mínima atenção. Aquela imagem me fez sentar na escrivaninha e escrever um artigo sobre o Papa na época, infelizmente não sei onde o guardei, não foi no meu micro, mas o dia que conseguir achar, eu volto aqui e coloco para todos vocês.
Mas já foi, perto de tantas coisas que aquele governo fez, não é nada, mas isso é uma outra história.
Agora é hora de falar do Papa.
Vai ser difícil existir no mundo, alguém com a popularidade Karol Wojtyla.
Sua comunicação com as massas era algo impressionante, conseguiu ser ouvido por todos, era conservador, mas a Igreja nunca mais foi a mesma depois Dele, percorreu o mundo e antes que alguém venha dizer que hoje é muito mais fácil para se fazer as viagens, digo a essas pessoas que sem a vontade e a força do Papa, nada disso teria acontecido. Tudo parece estar meio confuso agora, eu mesmo nunca fui um exemplo de católico, não costumo freqüentar as missas, mas o Papa me fez chorar de emoção quando desembarcou no Brasil pela última vez e de tristeza com a notícia de sua morte.A única coisa que desejo para o futuro Papa é boa sorte e que Deus esteja convosco, porquê Ele está no meio de nós.

30 de mar de 2005

Antropologia 23/03/2005

* Primitive Culture - Edward B. Tylor (1832-1917)
- cultura - um todo complexo - conhecimento, crenças, arte, moral, leis, costumes, habitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade. Em 1871 surge a primeira idéia conceitual de Cultura.
* Sistema de Significados - SIGNOS.
- significados compartilhados. Comunidade de sentidos.
- Antropologia Interpretativa - Clifford Greertz, 1973.
* Significante - realidade exterior. Objeto, som, sentimento, gestos, posturas, fenômenos.
* Significado - exemplo da hélice do helicoptero e ventilador. Vê a hélice, mas ela é do que ? Cada um tem a sua "hélice" em mente.
* Signo - são socialmente construídos.
* Quando damos significados à alguma coisa, fazemos isso em contrapartida a outra coisa. Em outras palavras o P existe porquê existe o B e o T.
* Antropologia dialoga, vive na tensão causando uma distância cultural.
- leva a sério o Outro.
Aqui temos a Alteridade que nada mais é que: o Outro é diferente de mim. Outro em letras maiúsculas para simbolizar um indivíduo.
As coisas são diferetnes, não piores ou melhores.
Exemplos mais claros do que está acima são o que chamamos de Bárbaros.
Gregos X Bárbaros - os outros, os de fora, quase um Não-Humano.
Romanos X Barbaros - aquele que não é cristão por exemplo.
Não se aceita a diferença do outro. Aí surge a ideá de Conversão que não funciona e temos mais um termo muito utilizado, surgem o Selvagem.
* SOMOS TODOS HUMANOS.
- uns estão mais próximos da natureza pois tem menos razão.
- a natureza humana é uma só.
- a ciência entra em discussão.
* surge na antropologia o Método Classificatório. Lembrar do herbário, que todos fizeram na escola, se coletavam várias plantas e classificava cada uma delas.
Esse método abre um olhar sobre o mundo, abre espeço, se estuda tudo. Começa a classificação dos seres. Temos Raça, Espécie, Tipo.
A grande questão agora é: De onde eu venho?
Se estuda o outro para entender como éramos no passado. (ver livro - Aprender Antropologia - François Laplantine).
* No século XIX surge a Antropologia Científica.
Como Darwin buscava as origens. Começa a noção de Raça para explicar as diferenças. "É diferente por causa das diferentes raças."
A raça é baseada na aparência física. Veja onde tudo isso vai chegar, estamos aqui a um passo do Pré-conceito. Essa idéia será a base para o surgimento do Nazismo, Fascismo e outros males do mundo.
* o europeu acredita que é o centro de tudo, isso se espalha pelo mundo (colônias), no Brasil começam a chegar imigrantes para fazer a "mistura" das raças e deixar todos brancos.
* Teoria Evolucionista - o primitivo ----------------------- o civilizado.
- primitivo é o meu passado.
- a antropologia começa a existir como é hoje. Esse estudo vai buscar embasamentos nos Costumes, mas é uma antropolgia de gabinete, quem ia aos povos eram os missionários, os viajantes, Traziam o estudo ao entropólogo que fazia suas conclusões.
Isso está comprometido com o colonialismo europeu. "Vamos dominar, saber como vivem, como são."
* em 1922 com Bronislaw Malinowski surge o conceito de Observação Participante, agora, para estudar, para conhecer, tem que viver com ELES. (ver livro Agronautas do Pacífico Ocidental)
* Tríplice
- Corpo - vida, economia.
- Sangue - relações
- Espírito - crença.
* Teoria do Funcionalismo - a sociedade é um todo orgânico. Tenat entender o outro no próprio meio dele.

28 de mar de 2005

Antropologia 16/03/2005

* Cultura virou ideologia política.
* O cardápio do McDonald´s é uma aula de antropologia.
* A Igreja Católica é a primeira instituição globalizada. Igreja Universal é a multinacional brasileira.
* Antropologia face à chamada globalização. Globalização ligada a economia. Depende de quem fala, se fala em 1970, idéia de sistema mundial.
* Entra na moda a Globalização.
- Imperialismo.
- De 3 mundo a país emergente.
- Os termos tem uma carga política.
* O capitalismo é um sistema histórico.
* 1980 - noção de globalização
- globalização X economia (economia global)
- quem governa ? O mercado financeiro ? A europa vive um drama, a unificação, perda da identidade.
Fluxo de pessoas, imagens. A guerrra do Iraque por exemplo é um drama mundial.
* e a Antropologia ? Onde entra ?
- diversidade cultural.
- ANTRPOS / LOGIA - Homem / Estudo
- estudar o ser humano quanto aquilo que nos une a todos.
A diferença. É a diferença entre nós. Isso é que nos une, cada um dá um significado ao mundo.
O que é igual são as diferenças. Aqui entra a cultura. É tudo e não é nada.
O que está em questão - capacidade de simbolizar, atribuir significados às coisas. Classificação das coisas.
* Cultura = Sistema Simbólico. Conjunto de símbolos que tem sentido num determinado contexto.
* Estranhamento - estranha o outro, sempre comprara.
* O antropólogo leva a sério o outro.
* Se somos todos diferentes, o conceito de Globalização fica difícil.

22 de mar de 2005

Comunicação e Cultura 21/03/2005

Alguns tópicos tratados nos textos
* Novo ciclo de expansão do capitalismo como modo de produção e processo civilizado.
* Mudanças no mapa.
* História descontinua. Necessidade de aprender o NOVO nas DIFERENÇAS e não nas SEMELHANÇAS.
* Século XX - rupturas, fim de uma era.
- Mudanças e simultaneidades históricas.
- Mapa mundial embaralhado.
- Altera-se noções e conceitos.
- Queda do muro de Berlim - fim do mundo poralizado (ícone - emblema - ainda não foi decifrado, por isso é emblema).
* Movimemto da história dá-se de forma global.
- novos pólos de poder.
- novos blocos geopolíticos
- primeiras acomodações e tensões entre nações. Falamos aqui de Estado Nação.
* Cidades Globais
- exemplo disso: Cingapura / Hong Kong.
- sai de um território e vai para outro.
- regionalização - necessidade da Globalização e técnica de preservação de interesses nacionais.
* Divisão internacional do trabalho.
- fordismo - fábrica de automóvel (vários funcionários fazendo a mesma coisa, a mesma rotina).
- transnacional - trabalhadores de diferentes categorias e especialidades com propósito de formar um trabalhador coletivo e desterritorializado.
- em lugar de concentração de indústrias, centros financeiros, organização de comércio.
- eletrônica - o negócio se agiliza.
* O conceito de Cultura.
- colônia / culto / cultura - derivam do mesmo verbo latino COLO, cujo particípio passado é CULTUS e o particípio futuro é CULTURUS.
* Colo - linguagem Romana.
- eu moro
- eu ocupo a terra
- eu trabalho
- eu cultivo o campo
* Cultus - atribui-se ao campo que já fora loteado e plantado por gerações sucessivas de lavradores.
- sinal de que a sociedade que produz seu alimento já tem memória.
- US - não só trata da terra, como também o Cultos aos Mortos, aqui vemos a primeira forma de religião como lembrança, chamamento dos que se foram.
* De Cultun - deriva um outro particípio - CULTUROS, o que se vai trabalhar, o que se vai cultivar.
* Culta - como os camponeses de LACIO chamavam as suas plantações quando queriam dizer algo acumulativo.
* Cultura - conjunto das práticas, das técnicas, dos símbolos e dos valores.
* PAIDEIA - Hélade - os gregos se apegavam a isso. Cultura de dentro para fora e não de fora para dentro.
* Cultura - erudita, popular, universitária, tecnológica, religiosa, de massa, alfabética.

15 de mar de 2005

Comunicação e Cultura 14/03/2005

Geografia.
* Globalização depende de tecnologia, ciência e informação.
* Troca nas cidades.
- parte dominante + dominadas.
- discussão territorial.
- divião territorial, como Sul e Sudesto, essa área detém a tecnologia, a informação e a ciência, e o resto d Brasil é o resto.
* Globalização é outro estágio do Capitalismo
* As Redes, ao contrário do que imaginamos é bem real, linhas territoriais.
* Metrópoles/Cidades como São Caetano
- trabalhar em pólos.
- conceitos de metrópoles e periferia não existem mais como conhcemos. Volta aos 3 conceitos. Informação, tecnologia e ciência.

Lugares.
* o que é território hoje ?
- ele existe ?
- ele passa por crises no ambito social. Diante dos problemas, o mundo não está globalizado, não há geografia, há zonas de influencia.
- discussão de espaço geográfico/áreas influentes.
- a empresa é importante na criação da zona de influência. Extrapolam as regras políticas de um país.

A Revanche do Território.
* Estado protetor.
- funcionou, mas depois vira um filtro.
* Getúlio queria uma burguesia nacionalista.
* Cidadania incompleta.
* anos 70 - fim do Estado Nação.
- o que vem de fora é bem vindo.

A normalidade da Crise.
* períodos - antes ou depois de um período vem uma crise.
* superposição das crises. "Patinação" na crise, não sai do lugar.
- guerra do Iraque - o que interessa é que tenha uma crise.
- tirania do dinheiro, tirania da informação.
* Quem detém e quem não detém a tecnologia da informação.
* Qual o limite ? O limite é o que os países dominantes, o que o grupo hegemônico dita.

Por uma Globalização mais Humana.
UTOPIA
U/Topus
U = fora
Topus = de lugar
UTOPIA = fora de lugar.
O foco é a Globalização Perversa. Discussão de que a Globalização é ótima para alguns.
Não é usada de maneira adequada.
* Sempre houve a camada dominante e a dominada, grande maioria.
* Proposta: outro tipo de globalização.
Mas qual ?