19 de jun de 2009

Colégio Pueri Domus e a nova gripe.

O colégio Pueri Domus, na Zona Sul de São Paulo, afirmou na tarde desta sexta-feira (19) que foi confirmado o segundo caso da nova gripe entre os alunos da instituição. O estudante do 6º ano viajou para a Argentina no último feriado e apresentou os sintomas no retorno ao país. Ainda segundo a assessoria da escola, o resultado do exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz saiu esta tarde e confirmou o diagnóstico. 
Seis pessoas morreram vítimas da doença na Argentina. Até o momento, as autoridades de saúde do país têm confirmados 918 infectados. Um outro estudante do Pueri Domus, que tem 12 anos, também teve a doença. O caso foi confirmado há cerca de dez dias. O aluno do colégio na Granja Julieta foi contaminado provavelmente pela mãe, que tinha acabado de voltar de uma viagem ao exterior. Ele passa bem e retornou às aulas na quinta-feira (18); Por causa dos dois casos, a direção do colégio decidiu antecipar as férias escolares. Segundo a assessoria, os alunos deveriam ter aulas até o dia 26 de junho, mas o o semestre foi encerrado nesta sexta-feira (19). A segunda criança com a doença confirmada está em casa e passa bem.

O colégio Pueri Domus afastou diversos alunos que tinham contato mais próximo com o primeiro estudante contaminado pelo vírus H1N1. Um comunicado foi enviado aos pais avisando que todas as medidas recomendadas pela Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Saúde foram tomadas.

Além disso, a escola intensificou a limpeza nas salas de aula, banheiros e bebedouros. Vinte e dois alunos que tinham contato mais próximo com o colega infectado foram afastados por uma semana. Por precaução, a festa junina que aconteceria neste sábado (20) na escola foi cancelada. "A gente preferiu cancelar a festa porque é uma reunião de um grupo muito grande de pessoas. Nós vamos fazer a festa em agosto”, afirmou ao G1 Fernanda Zocchio Semeoni, diretora-geral do colégio Pueri Domus.

 Foto: Marcelo Mora/G1

Fernanda disse na tarde desta sexta-feira (19) que a instituição segue todas as recomendações das autoridades de saúde desde o diagnóstico da nova gripe no primeiro aluno. “A gente vai seguir a orientação da Vigilância [Sanitária], nós não queremos causar pânico, os pais estão tranquilos”, afirmou a diretora.
Segundo ela, as aulas não chegaram a ser suspensas. O grupo de 22 crianças que teve contato com o estudante de 12 anos ficou afastado por uma semana. Eles retornaram às aulas na quinta-feira (18), inclusive o aluno que teve a nova gripe. “Ele já retornou à escola, está liberado”, contou Fernanda.

Segundo a diretora, apenas alguns pais decidiram não mandar os filhos à escola após a confirmação do caso. Nenhum dos 22 alunos primeiramente afastados apresentou até o momento os sintomas da nova gripe, de acordo com a Fernanda.

Decisão certa

Tatiana P., administradora de empresas de 39 anos e mãe do aluno de 11 cujo teste deu positivo para a nova gripe nesta sexta-feira (19), considerou acertada a decisão do Colégio Pueri Domus de antecipar as férias escolares de meio de ano. “Todo mundo compartilha da mesma decisão, já que ninguém vai querer que um filho seu seja um potencial canal de transmissão do vírus para os filhos das outras mães. Então, para tranqüilizar todo mundo foi o melhor a se fazer”, afirmou, por meio de um aparelho viva voz instalado na sala da diretora da escola.
Segundo a mãe do menino, o telefone em casa não para de tocar depois que recebeu a confirmação que seu filho havia contraído a gripe em uma viagem para Buenos Aires, na Argentina, no feriado de Corpus Christi. “O pessoal fica aliviado quando recebe a notícia que ele está bem”, completou.
Tatiana disse que recebeu a notícia da Vigilância Epidemiológica apenas depois que o seu filho já não apresentava mais os sintomas da doença. “Como mãe, a primeira reação que tem é de proteção. Os sintomas são de uma gripe normal. mas ele foi medicado com o remédio indicado no (Hospital) Emílio Ribas e a Vigilância (Epidemiológica) tem ligado de duas a três vezes por dia, dando as orientações. Tudo isso é tranquilizador”, afirmou.

Apesar de apresentar dor de cabeça, constipação e febre alta, ela contou que o filho não demonstrou preocupação com a doença. "Ele apenas comeu um pouco menos. Mas, com febre alta, qualquer criança come menos mesmo. A irmã (de 12 anos) que ficou preocupada", disse.

O estado de São Paulo, atualmente, é o que possui mais casos da doença no país. São 55, segundo o levantamento mais recente do Ministério da Saúde. Outros 26 casos estão sendo investigados. Todas essas pessoas pegaram a doença no contato com alguém que saiu do país ou em viagens para o exterior.
Foi o caso de um jovem que esteve na Argentina, voltou com a gripe e percorreu o trecho de 90 km entre São Paulo e Sorocaba, no interior do estado, num ônibus na sexta-feira (12). Outras pessoas que estavam no veiculo podem ter pego a doença.
Nesta sexta-feira (19), no Terminal Barra Funda, ninguém podia embarcar se não deixasse nome, endereço e telefone na ficha de identificação. Só com ela é possível saber que as pessoas que tiveram contato entre si durante uma viagem.
A Secretaria Estadual de Saúde também está entrando em contato com passageiros de um ônibus que foi da capital paulista para Sorocaba, na sexta-feira.

Mais essa para o caos de São Paulo.

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