28 de abr de 2009

Jaspion e Changeman estão de volta

jaspion

Eu não nasci nos Estados Unidos nem no Japão, que são os lugares preferidos pra invasão de extra-terrestres em projeto de expansão territorial, mas fui uma criança feliz e vidrada na agora extinta Rede Manchete em fins dos anos 80 e começo dos 90, acompanhando todos os seriados japoneses que se repetiam a exaustão, e que não reprisam mais devido as inovações do entretenimento infantil, geração Power Rangers, Naruto, filhos do Tom e Jerry e cia ltda. ;(.

Digam o que disserem, Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraya, Jiban, Kamen Rider, Cybercops, Sharivan, Google Five, Patrini, fazem parte do repertório cultural dessa geração, tanto que um dia desses vi no ônibus uma Sra. usando a expressão “tá virado no Jiraya” mesmo o seriado não sendo mais exibido a tanto tempo, como por exemplo acontece com o Chaves.

Se no Japão não passou de mais um dos seriados Tokusatsu, sem sucesso relativamente alto como a série Kamen Rider, Jaspion virou desde o inicio febre no Brasil quando foi lançado, pois foi o primeiro que passou aqui depois de Ultramen e Ultraseven, e que trazia inúmeras inovações, enredo mais bem humorado, monstros coloridos e uma história muito louca sobre as sete crianças irradiadas pela luz que destruiriam Satan Goss, aquele que não é atendente de telemarketing mas tem o poder de enfurecer os seres e transforma-los em monstros incontrolaveis… Cenas como a ressurreição do MacGaren ou a decaptação da bruxa galactica Kilza (Kikerá!) ficarão pra sempre no nosso imaginário assim como na história da televisão. Da-lhe Spadium Laser.

Personagens do Changeman

Entre Maio e Agosto estão previstas as duas caixas contendo o seriado do Jaspion no Brasil. E no rastro do Jaspion, Changeman vem aí. Na minha opinião é um dos seriados mais perfeitos do gênero Super Sentai (5 coloridinhos contra o mal).

O enredo não é nada demais: os 5 coloridinhos que falei são escalados no exército para defender a Terra de (pasmem) uma invasão alienígena do império Gozma. O que realmente surpreende é a complexidade psicológica dos personagens, não só os heróis, mas também o trato que é dado aos vilões. Desde a grande “bolacha-de-água-e-sal-vencida” que é o Sr. Bazoo, como todos os seus subordinados, todos dão show. Para isso, comparem (quem não lembrar tem no google) por exemplo as mortes idiotas em que são esfaceladas por uma chicotada a Marshall e Cannon do Jiban, ou quando a Lay é absurdamente transformada numa cadeira em Spielvan… Em Changeman temos um duelo incrível ao som de Beethoven no fim de Buba e o apoteótico fim da Rainha Ahames destruindo a base dos mocinhos, ou seja, a existência e importância dos personagens é muito mais valorizada.

O que é melhor e imprescindivel é que as edições sairão com as dublagens originais que passaram aqui, ou seja, haja memória emotiva pra ficar relembrando tudo o que a gente acompanhou em um momento tão importante de nossas vidas!

 

Espetáculo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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