12 de ago de 2008

Estudo antecipa crise do petróleo para 2010

Arnild Van de Velde
De Amsterdã, Holanda

Um estudo publicado por diretores do Programa de Energia da Clingendael International (CIEP, sigla em inglês) antecipa a anunciada crise do petróleo em cinco anos. Não em 2015, mas já em 2010, diz o relatório, os primeiros efeitos de sua escassez se farão notar. A empresa holandesa é um instituto de relações internacionais com reconhecidos trabalhos nas áreas de pesquisa, capacitação e informação. Nos Países Baixos, o CIEP é endossado por órgãos do governo e grupos empresariais de grande porte.

Em 2010, diz o estudo, a produção mundial soferá uma baixa de 7 a 11 milhões de barris/dia. A quantidade corresponderia a dois terços do consumo diário, só nos Estados Unidos. O estudo contesta também uma previsão do banco de investimentos Goldman Sachs. Baseando-se em determinadas condições até 2015, o banco estimou o preço do barril, já em 2009, entre US$200 e US$250. Os autores do relatório da Clingendael prevêem contudo que o custo do barril não deve superar US$110, no primeiro ano da crise (segundo eles, 2010), ou seja uma queda de quase 50% em doze meses.

Em entrevista a Terra Magazine, a diretora da CIEP, Coby van der Linde, esboça o cenário que prevê e comenta a importância da Rússia - um parceiro econômico ainda visto com alguma reserva pelos vizinhos europeus - na crise. Otimistas, empresas do setor confiam no próprio empenho em pesquisa e extração. Estes investimentos, diz Coby van der Linde, " são caminhos que, me parece, o Brasil está sabendo explorar".

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